Publicado por: Malhado | 22-12-2011

Vegetariano ou carnívoro?

Tenho acompanhado textos sobre vegetarianismo nos últimos dias, e muito do que se fala realmente é preciso assinar embaixo, e isso me relembrou de como a carne em nossas mesas recebe tratamento desumano até chegar ali. Mas devido ao tom agressivo e mesmo preconceituoso de algumas mensagens eu decidi acompanhar o tema mais de perto e finalmente respondi a uma dessas mensagens divulgada num site que apoio e sempre acompanho, devido à seriedade com que atua em prol dos direitos dos animais não-humanos.

De fato, recentemente fui a uma churrascaria para um evento de confraternização com o pessoal do meu trabalho e desde então estou pensando no tanto de animais que morreram para que aquele local funcionasse apenas naquela noite. Os textos criticando o consumo de carne aumentaram ainda mais essa reflexão de minha parte e, embora eu não considere tornar-me vegetariano, pus me a refletir a respeito do como e do quanto consumimos de carne. O tema é controverso, é importante e merece reflexão. Segue então a mensagem para reflexão durante sua celebração de Verão:

Respeito e admiro quem opte pelo vegetarianismo, até porquê é uma culinária riquíssima e saborosa, mas não consigo compreender o como se fala das plantas como se fossem seres não-viventes. Uma salada, se não for completamente formada de cadáveres, é formada de pedaços de seres vivos mutilados, e tanto quem come carne quanto quem come plantas deve sempre ponderar sobre o como esse alimento foi obtido e qual o processo de sofrimento impingido a cada ser.

Estamos, enquanto vivos, aprisionados ao ciclo da vida e, por conseguinte, à cadeia alimentar. É nossa função causar o mínimo de sofrimento possível àqueles se serão, por mutilação ou morte, parte de nossa dieta, e buscarmos sempre novas formas de alimentação não apenas saudável, mas responsável.

Concordo que a produção de carne não obedece a critérios sequer mínimos de piedade com os seres mortos, mas minha opção alimentar é carnívora, e embora eu adore a culinária vegetariana, não a vejo como opção principal em minha mesa.

Agradeço a meus Deuses pelos alimentos, todos eles, que consumo e abençoo os pratos de meus ritos não como uma forma de me livrar da “culpa”, mas a fim de fazer com que o sofrimento que o espírito daquele ser descanse em paz até que possa refazer sua jornada até o mundo dos vivos, novamente.

Endosso e admiro a divulgação da opção vegetariana para que as pessoas, pelo menos de vez em quando, contribuam com a diminuição da demanda por carne, que ceifa vidas e promove, sim, crueldades, mas assim como respeito essa opção, peço o respeito à minha própria, que assumo sem qualquer hipocrisia pois é desta forma que encaro o universo e a vida.

Afinal, dizer que comer plantas é mais humanitário que comer animais é tão hipócrita quanto dizer que a vida dos mesmos deve ser menos protegida que a nossa, mas ao invés de entrarmos em guerra por causa de nossas dietas, devemos nos unir para que, juntos, possamos encontrar formas de que todo alimento que venha à nossa mesa resulte do menor sofrimento possível para quem foi sacrificado para que possamos comer. Seja planta ou animal.

Alexandre Malhado, em comentário a uma matéria no site ANDA News.

Boas celebrações, Boas Festas de fim-de-ano e um feliz Verão para todos os que estão abaixo da linha do equador! E para quem mora lá pra cima, feliz Inverno 😀

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Responses

  1. Legal o texto, Malhado. Segue um artigo que é interessante e aborda a diferença entre animais e plantas na perspectiva da dieta vegetariana (pelo menos na minha). http://vegetarianismoveganismo.wordpress.com/e-as-plantas/sensibilidade-das-plantas/.

    Dos males, o menor. 😉

    • Excelente artigo, Ariana!

      De minha parte, admiro e respeito muito quem faz a opção pelo vegetarianismo, mas não funcionou para mim. De qualquer forma, procuro incentivar iniciativas como o “Segunda Sem Carne”, a fim de minorar o impacto que nós, carnívoros, temos no meio-ambiente.

  2. Muito bom o seu texto, como seria de se esperar 😉
    Não há como escapar do fato que comer implica em destruir vida — um amigo, adventista, me disse uma vez que a imagem bíblica da terra “do leite e do mel” se refere a um estado de coisas abençoado e em paz, porque justamente esses dois são os únicos alimentos que são exclusivamente para comer, não partes de outros seres…para nós que ainda não chegamos lá, só nos resta tentar minimizar o impacto de nossa fome sobre os outros seres ;-)))


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