Publicado por: Malhado | 18-04-2012

Ciclos e consciência

A humanidade não deveria agir como se a natureza não seguisse seus próprios ciclos, nem tampouco subvertê-los para servir a interesses pessoais. Entretanto, é isso o que acontece e cabe a cada um de nós minimizarmos o impacto que causamos ao planeta e, muito mais importante, conscientizar as pessoas do papel de cada um na manutenção desta que é a nossa casa e abriga todas as crenças e ideologias sobre o mesmo solo e sob o mesmo céu. Não adianta perdermos tempo remoendo o passado ou reclamando da falta de visão, de educação ou de caráter das pessoas. Resta-nos fazer a nossa parte e, aos poucos, expandir essa consciência aos que nos são próximos e em seguida aos seus, para desta forma envolvermos o planeta num manto de respeito às diferenças que nos possibilite trabalhar juntos em prol de objetivos comuns.

Claro, todo ser humano desenvolve sua própria agenda, e através de seus projetos e interesses ou mesmo – e talvez principalmente – devido à ausência deles acaba por favorecer pensamentos e grupos os quais lutam por poder, seja ele para melhorar a vida de todos, sempre de acordo com uma visão muito particular do conceito de “melhor”, ou para consolidar os domínios de poucos para os fins mais diversos. A meu ver, nenhuma dessas opções parece boa o suficiente, e costumo lembrar da importância de erguermos nossas cabeças, assumir a responsabilidade pelas próprias lutas e tomar muito, mas muito cuidado com que tipo de pensamento nos identificamos ou correntes que seguimos para não nos tornarmos mera “massa de manobra” utilizada por quem quer que seja para atingir objetivos os quais em geral não conhecemos direito e, quando conhecemos, muitas vezes não compreendemos.

Longe de aconselhá-lo a isolar-se de qualquer organização, meu conselho é que você apoie o que achar certo na medida em que achar certo e que estude os assuntos que se disponha a defender da forma mais diversificada e aprofundada possível. Jamais dê apoio incondicional a nada nem ninguém, pois assim como a natureza tem seus ciclos, o poder e a “verdade” também. Estude inclusive o que diz o lado “adversário” numa contenda, e abra a mente para um fato universal: ninguém tem toda a verdade nem se baseia totalmente na mentira, e de todo discurso pode-se pinçar informações importantes que aos poucos farão com que você deixe de ser um mero “seguidor”, uma ovelha num rebanho, para tornar-se consciente dos próprios caminhos, e a partir daí poder assumir a responsabilidade pelos próprios passos.

O primeiro passo é saber quem você é e no que você pensa acreditar. Esse termo é apropriado pois geralmente acreditamos com base nas informações que recebemos, mas raramente checamos as fontes e muito menos ainda as confrontamos. Analise suas crenças, suas bases, suas “verdades” e comece o interminável processo de autoanálise capaz de dar solidez à consciência de si, e o mundo à sua volta começará a se revelar como realmente. Ideologias serão pouco mais que cores com as quais pintamos um quadro em branco e preto e já não serão tão diferentes assim, e inimigos jurados poderão ser observados agindo de formas muito parecidas mesmo visando fins totalmente opostos, se é que são opostos mesmo.

Com o radicalismo do preto e branco atenuando-se para os tons de cinza, aos poucos você compreenderá que essas nuanças antes não percebidas sempre estiveram ali, mas antes lhe faltava apenas visão para enxergá-las. Esse é o momento em que voltamos ao momento em que falei em assumir a responsabilidade pelas suas lutas, aqui ilustrada pela minha própria luta em prol do nosso planeta e, mais importante, da consciência que todos precisamos cultivar a fim de compreender essa necessidade independente do resto de nossas escolhas. Passo por fim a sugestão de reflexão e estudo desse tema, e o prosseguir desse ciclo agora pertence você.

Quem sabe um dia mais e mais pessoas acordem para si mesmas e se engajem numa luta para preservar o que temos como humanidade, ao invés de utilizar essa consciência para tornarem-se predadores dos que ainda estão adormecidos? Provavelmente nossos netos não vivam para ver chegar o dia em que a humanidade esteja verdadeiramente consciente, coesa e disposta a colocar objetivos comuns acima de vaidades e interesses pessoais, e talvez nossos próprios nomes sejam apagados da história antes que isso aconteça, mas o ritmo das mudanças tem sido acelerado devido aos mais diversos motivos, e a possiblidade é realidade, então existe alguma chance de olharmos para o resto do mundo ao invés de para nossos próprios umbigos. Se isso acontecer, nós veremos e seremos essa mudança.

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Responses

  1. Viva a Mudança.
    Flores e estrelas…


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