Perguntas Frequentes

Aqui estão algumas das perguntas mais frequentes que respondemos nos últimos anos, bem como outras enviadas por nossos leitores. Colocaremos sempre as respostas às questões que recebermos em ordem alfabética, e para enviar sua questão basta comentar esta página ou enviar um e-mail para bardomalhado@gmail.com com a sua dúvida.

Achei um livro de Druidismo na livraria mas ele não consta da lista. Por quê?
– Nossas indicações tratam do Druidismo Histórico, e não indicamos livros que tartem de outras linhas druídicas. Dentro da nossa área de atuação existem três motivos possíveis para não indicarmos uma obra: ou ela é muito nova ou muito antiga, e nesse caso talvez não tivemos acesso a ela ainda para analisá-la, ou ele é muito complexa para indicar no site e seria um investimento ruim para quem esteja começando, uma vez que o nosso público alvo são os leigos, ou ainda o motivo mais comum e provável de todos: na nossa opinião o livro simplesmente não presta. Na dúvida, contate-nos e teremos prazer em auxiliá-lo.

Como eu me torno sacerdote (Druida / Bardo / Ovate)?
– A melhor forma é através de treinamento com uma Ordem Druídica séria. Aconselhamos quem deseje seguir um sacerdócio a vivenciar profundamente o Druidismo por alguns anos antes de pensar em trilhar esse caminho, pois os sacerdotes têm um trabalho extremamente ativo em prol da comunidade e uma vida de doação. Não existe a ideia do “sacerdócio pessoal” no Druidismo.

Como faço meu “Livro das Sombras“?
– O Livro das Sombras é utilizado pelos wiccanos, e nunca foi parte do Druidismo, até porque os celtas não escreviam. Não existe necessidade ou função para ele em nossa religião, pois nossa vivência é diária e nossa forma de fazer magia é bem mais simples e natural. Para nós existem opções mais lógicas e práticas, como ter um caderno de receitas, ou um diário para acompanhar seu crescimento pessoal e para anotar seus sonhos e refletir a respeito de quem você foi e como chegou aonde estará em alguns anos. Claro que nenhum desses itens pode ser encarado como parte da nossa fé, mas nada impede que você os use como parte da sua prática pessoal, desde que você saiba diferenciá-los do Druidismo em si;

Como faço para invocar fadas?
– Fadas não são coisas fofinhas, brinquedos ou “formas-pensamento” que estão prontas a lhe servir ou aparatar quando você desejar demosntrar ou utilizar-se do seu “poder”. Elas não podem ser invocadas ou convocadas, e virão quando quiserem ou, o que é frequente, para importunar quem as incomode. O correto a fazer é convidá-las, sempre mantendo em mente uma atitude de respeito e lembrando que elas são seres vivos, independentes e extremamente temperamentais. Algumas são imensamente perigosas quando provocadas ou ofendidas, inclusive. Se por um lado nós as chamamos de “O Povo Bom“, por outro nós sabemos muito bem que isso não significa chamá-las de “o povo besta”. Se você deseja conhecer as fadas, nosso material de estudo vai lhe proporcionar um excelente começo, mas cuidado com o que deseja e, principalmente, como pede. Respeito é um bom começo.

O Druidismo é a única religião dos celtas?
– Sim. Isso foi exaustivamente pesquisado e cientificamente comprovado.

O Druidismo pode ser seguido como uma filosofia de vida?
– Não. O Druidismo é uma religião.

Eu preciso me dedicar ou me iniciar para seguir o Druidismo?
– Não. Esses ritos de passagem são reservados aos sacerdotes, apenas, e você não precisa se preocupar com isso. Basta receber os Deuses em seu coração e Eles estarão a seu lado. O Druidismo é uma religião que privilegia o simples e sua vivência é até bastante intimista, então não há porque fazer alarde ao decidir fazer dele a sua fé. Para quem realmente precise de um rito de apresentação aos Deuses, entretanto, disponibilizamos um ritual de apresentação, mas enfatizamos que nenhum rito é necessário para se tornar druidista.

O que é “meso-druidismo“?
– Não posso nem me compete explicar nesse espaço algo que não faz parte da nossa abordagem do Druidismo. Não conheço suficiente o que seja esse ramo para poder opinar a seu respeito.

O que é “roda mista” e como segui-la no Druidismo?
– Esse conceito não pertence ao Druidismo e caracteriza-se por misturar as celebrações, criando num outro formato para as celebrações. Como no Druidismo não existem “rodas do ano” diferentes, é ainda mais inconcebível para nós a ideia de uma “roda mista” que embaralhe celebrações que têm motivos muito específicos para estarem no ciclo natural em que se encontram. Seria como achar que nevar no verão é algo natural, e simplesmente não é.

Por que existem tão poucos livros em português na lista das indicações?
– Nossa prioridade é encontrar livros em língua portuguesa, mas nosso compromisso é com a qualidade da informação que transmitimos. Ainda não encontramos nenhum autor brasileiro que tenha escrito um livro decente sobre Druidismo ou sobre os celtas, à exceção de um historiador que tem um livro muito interessante que os menciona, e continuamos procurando dentre os livros portugueses os que possamos indicar. Existe ainda a realidade que as pesquisas mais sérias e acuradas no assunto não são brasileiras, e preferimos indicar sempre a fonte mais confiável possível.

Por que não existem referências a aos nomes dos festivais que marcam o início de estações: Litha, Mabon, Ostara e Yule?
– Esses nomes foram adotados pela Wicca, que é uma religião bastante diferente do Druidismo, após ela incorporar elementos do nosso sistema de festivais. Nós nunca os adotamos.

Por que você se refere às religiões advindas de Abraão como “mitologia”?
– Pelo mesmo motivo que esse tronco religioso chamam nossas histórias e lendas de mito: sua visão de mundo, bem como todas as histórias relativas a ela, não condiz com a crença que professamos, e não há nisso nenhum tipo de preconceito ou discriminação.

Posso cultuar os Deuses celtas sem seguir o Druidismo como religião?
– Nada te impede de cultuar nossos Deuses à sua própria maneira. O máximo que pode acontecer é você não estar praticando o Druidismo, mas desde que você Os respeite e entenda como entidades independentes e interdependentes, e não como “facetas de algo maior” ou de “outra divindade”, eles serão seus Deuses também. Você só não estará seguindo o Druidismo. Apenas aconselhamos a estudar os celtas para entender melhor nossas divindades e pedimos que não use o termo Druidismo para definir sua prática.

Posso cultuar Deuses ou quaisquer elementos de outras culturas que não a celta em minha prática?
– Não. Se você vem de uma outra corrente pagã essa divindade está representando o seu caminho anterior, e como o Druidismo não cultua nenhuma divindade não-celta, pode ter contato com essas divindades em uma curta fase de transição, mas quanto mais você se apegar a esse passado, masi difícil será enxergar os Deuses celtas que atuam de forma semelhante e que se aproximem de você. Se você recebeu um presente que lhe é significativo, como um elemento religioso de alguém, ele não será uma representação da sua fé, mas daquele momento de sua vida ou da pessoa em questão.

Posso montar um altar druídico e cultuar símbolos, divindades de outras religiões nele?
– Não. Se você decidiu ter uma representação não-celta em seu altar, ela está entre seus objetos pessoais, e não junto aos Deuses, pois não será mais seu Deus ou Deusa de culto. Em tempo, inclusive, aconselho você a remover esse tipo de representação do altar caso tenha sido elemento de um culto anterior, pois esse conflito de energias só tem sentido e é aceitável durante a sua curta fase de transição. Aos poucos, Deuses que se manifestam de formas semelhantes se apresentarão em sua vida e uma divindade-amiga que sempre estará em seu coração poderá voltar a cuidar do seu povo, assim como qualquer outro elemento de outra religião dará lugar a um elemento druídico que seja mais adequado às energias da nossa religião. Claro, você pode ter essa peça num outro local da sua casa para lembrar essa conexão e agradecer, mas não num altar, pois isso traz uma enorme chance de diminuir a sua conexão com as energias de nossa fé.

Posso ser druidista (ou Druida, Ou Bardo, ou Ovate) e continuar seguindo minha outra religião?
– Não. Isso é tão impossível quando seguir ao mesmo tempo por dois caminhos que vão em direções diferentes. A vida é feita de escolhas, e se você tem esse dilema terá que lidar com essa escolha ou continuará sentado numa encruzilhada, sem caminhar em direção alguma.

Qual “roda do ano” devo utilizar no Druidismo?
– Nenhuma. Não existe mais de uma “roda no ano” a seguir.  Os Festivais fluem obrigatória e necessariamente de acordo com o ritmo da natureza aonde você estiver no momento em que eles ocorrerem. O conceito de “rodas do ano” é wiccano e, embora algumas pessoas de respeito na comunidade druídica usem esse termo apenas para se referir à passagem dos festivais, evitamos o seu uso nesse espaço justamente para não gerar confusão.

É verdade que a Bruxaria é mais feminina e o Druidismo é mais masculino?
– Não, e esse mito tem duas causas que vale à pena apontar. A primeira vem de alguns séculos atrás, quando um grupo de cristãos maçons resolveram inventar uma “filosofia de vida” que não os obrigasse a romper com a igreja cristã e ainda enaltecesse um sentimento de nacionalismo que estava na moda. Isso ocorreu em sete países e a partir daí ignorou-se os demais locais onde os celtas habitaram – eles chegaram até a Turquia, inclusive – e as chamadas “sete nações celtas” ficaram bastante famosas, como ainda o são hoje. Esse movimento culminou com o chamado “druidismo renovacionista”, que muitos chamam também de “druidismo romântico” hoje em dia e não tem praticamente nada haver com o Druidismo em si.

A segunda começou no século XX, com a descriminalização da bruxaria, o advento da Wicca e sua rápida “adoção” pelos movimentos feministas, bem como a revolução sexual da década de 60, o que tornou a Bruxaria ainda mais relacionadas com as mulheres. O mito foi finalmente fortalecido após o lançamento do livro “Brumas de Avalon”, onde a divisão de gênero descrita pela autora fica bem explícita. Desde então é bastante comum as pessoas pensarem em Bruxaria e Druidismo como duas facetas da mesma fé, cada qual seguida por um gênero, o que não corresponde à verdade nem por um lado nem por outro, uma vez que são correntes religiosas diferentes, ambas abertas a todas as pessoas sem distinção.

Vocês acreditam em Jesus ou em “Deus“?
– Não. Nosso caminho e o dos filhos de Abraão são diferentes. Temos nossos próprios Deuses, somos politeístas e vemos o mundo de forma bastante diferente. Também não cremos nem adotamos nenhum elemento da mitologia judaico-cristã, nem a parte de “demônios” e outros mitos que algumas correntes do Cristianismo tanto tentam associar a nós. Recomendamos sem a todos os que procurem o Druidismo como opção de fé que sempre mantenham uma atitude de profundo respeito para com qualquer outra religião, pagã ou não, lembrando que a diversidade é para nós um conceito sagrado.

Vocês celebram o dia de “São Patrício“?
– Não. Para nós isso seria tão incoerente quanto um judeu comemorar o nascimento de Hitler. Patrício assassinou muitos Druidas em seu tempo. Hoje em dia fala-se que ele livrou a Irlanda das cobras, mas elas jamais viveram naquela região, e quem ele realmente perseguiu e exterminou o quanto pode foram os Druidas de lá, que eram associados às cobras em algumas regiões.

Vocês têm alguma apostila pra eu começar a aprender?
– Não. Este site é o mais próximo disso que você vai encontrar, então corra atrás do material de estudo indicado para aprofundar-se.

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